Esse bar definitivamente foi um marco no mundo gay valadarense. Podemos dividir Valadares entre antes e depois do Absinto. Foi quando começou realmente a liberação sexual gay na cidade, que as pintosas decidiram abrir as asas e dizer: “Me sinto segura para soltar a mulher que existe em mim”. O bar funcionava próximo ao SAAE, numa ruazinha super-escura. O nome, Absinto, era acompanhado de uma fadinha verde, e, por vezes, muitas bilús saiam do local colocadas de tanto tomar a bebida que deu o nome para o bar. Era um bar que oferecia um pouquinho de tudo com uma significativa qualidade: tinha coisas pra você comer, tinha um cardápio de bebidas super do bem e assim por diante. Era justo e digno.Era um ambiente extremamente agradável, aconchegante, e bem humorado. Definitivamente o melhor bar dos domingos, com o diferencial de que o Absinto foi um dos únicos bares gays valadarense, fechados, que abriam durante quase todos os dias da semana. Inicialmente não eram permitidos beijos gays, até que a coisa liberou geral, a música se tornou totalmente gay, e até chupetinhas estavam acontecendo no banheiro, que ficava nos fundos do bar.
Foi durante a existência do Absinto que começaram a aparecer a maioria das drags que hoje são conhecidas em Valadares. Todo final de semana uma bilús diferente se vestia de drag queen e aparecia montada no bar. A drag Jully Pink era a resident do bar. Todo final de semana levava um produção diferente para o local. Outras drags que também ganharam força no Absinto foram Priscila Queen, Amanda Ramazzotti e a lendária Brenda Lee, que chegou a ser considerada o melhor show da noite – o mais esperado. Ainda tinha um telão digno com clipes e DVD’s super atuais, coisa até então inédita em GV.
O Absinto realizou ainda diversos concursos – Boy Perfect, do qual Leo Honey saiu vitorioso; e top drag, que a Jully Pink foi a vencedora. O bar recebeu a visita de artistas famosos também. Uma delas foi a drag paulista Dimmy Kieer; e a drag de BH, Peris Áquila, além do tequileiro famoso de Belo Horizonte. Com certeza foi um dos melhores bares GLS de Governador Valadares, e que faz falta na cena LGBT.
Um dos destaques era a variedade de temas, pois todo final de semana as festas tinham um tema diferente e uma decoração modificada. O preço das bebidas também era super acessível, e em dias de semana, havia promoção quase imperdível, de cerveja garrafa a R$ 1,99, por exemplo. Por isso o bar estava continuamente cheio. A localização também ajudava bastante.
Havia sábados em que o Absinto estava tão cheio que era praticamente impossível transitar, por isso o bar era um sucesso, e bastava marcar um festa no sábado, que todo mundo já sabia pra onde ir. E detalhe: O bar ficava cheio de pessoas bonitas. Maaaas, mais no fim da vida do bar, o local era ponto de encontro de cacuras e agruras do mundo GLBT. Bichas estranhas de toda Valadares estavam passando e indo lá, e fazendo escândalo ainda por cima. E, pra variar, não gastavam um aquézinho... Assim, o bar não estava dando um retorno bom aos donos. Fora os problemas com a polícia (adivinha o motivo.....som alto!) e o cansaço que é manter um bar num finde. Assim, o bar encerrou seu serviço com uma festa lushuosa e privê, com nome exclusivamente na lista e tudo. Não só lágrimas rolaram como a Brenda Lee também!
Resumindo, o Absinto apresentou a GV uma verdadeira opção GLBT, sem carão, sem pudores e sem nóias. Várias bilús saíram do armário ali, e isso é super tendência em qualquer lugar do mundo!
Serviço
Endereço: Rua Sá Carvalho (Centro) – próximo ao SAAE.
Dia e horário: Inicialmente, de terça a sábado – 19h, 20h e 21h. Depois, apenas sextas, sábados e domingo – 21h e 18h (domingo).
Tipo: Música eletrônica e MPB
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2482626
Status: Desativado.





Gentem, faz bastante tempo que não vejo gogos nessa cidade. Pras lokas que não sabem o que é gogo boy... São aqueles bofes sarados, só de sunga, que ficam dançando bem sensual para despertar tesão em todas as desesperadas por machos... isso inclui rachas... caso você seja uma delas.
